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Hukeira: a arte marcial que une capoeira e huka-huka

Nascida em Aruanda e guardada em segredo, a hukeira é a luta da resistência no universo Radius. Conheça a origem dela e quem são os seus mestres.

3 min de leituraMustache Comics

Ci-Jaci, cofundadora da hukeira, em arte oficial de Radius

Todo universo de heróis tem uma marca que só existe ali. Em Radius, essa marca é a hukeira: uma arte marcial criada dentro da história, com raízes bem brasileiras.

Duas lutas, uma só

A hukeira une os golpes e os ritmos da capoeira brasileira às imobilizações da huka-huka, a luta indígena do Alto Xingu. O resultado é um estilo que combina golpes diretos, quedas e uma leitura apurada do oponente.

No universo da série, ela nasce em Aruanda como forma de resistência física e cultural. Não é só uma técnica de combate. É a marca cultural de um território que se recusa a trocar liberdade por tecnologia.

Os criadores

A hukeira tem dois fundadores, e cada um trouxe uma metade dela.

Ci-Jaci pertence a uma linhagem dos povos indígenas brasileiros e domina a huka-huka. Após a imunização contra a pandemia que assolou a Terra, ela desenvolveu um efeito colateral raro: longevidade secular. Há indícios de que o conhecimento que ela guarda, passado de pai para filho, tenha mais de 1100 anos.

Mestre é um capoeirista que peregrinou por cidades do mundo inteiro para difundir a luta e levar esperança e força a quem encontrasse pelo caminho. Ao chegar em Aruanda, conheceu Ci-Jaci, passou a fazer parte dos Tapanhumas e juntou a capoeira dele à huka-huka dela.

Mestre, capoeirista e cofundador da hukeira
Mestre, o capoeirista que cofundou a hukeira ao lado de Ci-Jaci.

Um conhecimento guardado em segredo

A hukeira não é ensinada a qualquer um. Dentro da história, ela é mantida em sigilo e repassada aos filhos e filhas da resistência por poucos instrutores autorizados.

Um deles é Lukas Xagas, que aprendeu diretamente com Mestre e Ci-Jaci e se tornou um dos principais membros dos Tapanhumas. É esse mesmo Lukas que parte sozinho para sabotar a Grande Central de Hologramas de Marília Metropolitana. O que acontece a partir daí é o ponto de partida da saga.

Por que isso importa

Radius combina ficção científica, crítica social e referências da cultura brasileira, com mitologia indígena, artes marciais nacionais e personagens antropomórficos. A hukeira resume bem essa mistura: num futuro dominado por hologramas, uma das forças da resistência é um conhecimento passado de pessoa para pessoa.

Para conhecer cada um dos personagens citados aqui, vale abrir os dossiês de Ci-Jaci, Mestre e Lukas Xagas.

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