Pituco: do quintal de casa ao ano 3121
Ele foi adotado em Marília no meio da pandemia e virou herói de quadrinhos. A história do vira-lata que inspirou um personagem, um livro e uma cidade.

Existem dois Pitucos. Um é um cão antropomórfico de 90 centímetros, macacão amarelo com detalhes pretos e duas pistolas a laser. O outro foi um vira-lata de verdade, adotado em abril de 2020, em Marília, no meio da pandemia. Um nasceu do outro.
O cão real
Pituco chegou num período de isolamento e transformou a rotina de casa numa convivência cheia de companheirismo. Carismático e inteligente, virou rapidamente um símbolo de afeto e empatia. Foi dessa convivência diária que surgiu a faísca criativa para Radius.

O herói de 3121
No universo Radius, Pituco integra um grupo de animais preservados em arcas criogênicas que atravessam séculos até o ano 3121. Eles despertam já antropomórficos e bípedes, resultado de um processo evolutivo ocorrido durante a hibernação.
Em combate, é ágil e ambidestro, com o hábito de girar as duas pistolas como parte da sua linguagem corporal. Irônico e sarcástico, usa o humor para desestabilizar inimigos sem perder o controle. E a lealdade é absoluta: ele jamais abandona um aliado.
Dentro da resistência, é o único que chama Radius de "Faísca". Em troca, Radius o chama de "Pulguento".
O símbolo no peito
Pituco partiu em 8 de julho de 2024, após um atropelamento. A pata que o personagem carrega no peito foi criada a partir do carimbo da pata do Pituco real, feito no dia da sua partida. O símbolo apareceu pela primeira vez no final de Radius Volume 3 e hoje é um elemento oficial do personagem.
O legado
A partida não encerrou a história. Ampliou um movimento de leitura e de proteção animal que segue crescendo:
- O livro Quatro Patas, a história de Pituco entrelaça memória, ficção e impacto social.
- A HQ Pituco Nº 1: Aurora Esmeralda marca a estreia dele em uma revista própria.
- O primeiro parque pet público de Marília, no bairro Parati, foi anunciado com o nome de Parque Pet Pituco.
- A canção "Pituco" virou a trilha oficial do cão-herói.
A linha do tempo completa, da adoção às ações mais recentes, está na página Quem foi Pituco. Como diz o fechamento dela: super heróis nunca morrem.